Com a crescente procura por oportunidades de viver em Portugal, os vistos D7 e o de Nômade Digital têm atraído a atenção de estrangeiros, especialmente aposentados, freelancers e trabalhadores remotos. Esses dois tipos de visto oferecem possibilidades de residência no país, mas possuem diferenças significativas que afetam diretamente o perfil de cada candidato. Neste blog, vamos abordar as principais distinções entre o Visto D7 e o Visto Nômade Digital, ajudando você a escolher o mais adequado às suas necessidades.
Visto D7: Oportunidade para Rendimentos Passivos
O Visto D7, também conhecido como visto para titulares de rendimentos passivos, é uma excelente oportunidade para aqueles que desejam viver em Portugal sem depender de um emprego local. Criado em 2007, ele é voltado para aposentados, investidores e outras pessoas com fontes de renda estáveis e comprováveis, como aposentadorias, aluguéis de imóveis, dividendos, ou rendimentos de investimentos. Esse visto permite que estrangeiros com rendimentos passivos residam legalmente em Portugal e oferece a possibilidade de solicitar a residência permanente e, eventualmente, a nacionalidade portuguesa.
Esse visto é altamente atrativo para quem deseja aproveitar a qualidade de vida em Portugal, que conta com um custo de vida mais acessível comparado a outros países da Europa. Além disso, oferece acesso ao sistema de saúde pública e à educação de alta qualidade.
Quem pode solicitar o Visto D7?
O Visto D7 é indicado para pessoas que possuem fontes de rendimento passivo ou estável. Isso inclui:
- Aposentados com uma pensão mensal suficiente para cobrir o custo de vida em Portugal.
- Investidores que recebem rendimentos de aluguéis de imóveis, dividendos ou juros de aplicações financeiras.
- Pessoas com outras fontes de rendimento passivo, como royalties de direitos autorais, pensões alimentícias ou rendimentos de contratos vitalícios.
Esse visto também permite a inclusão de dependentes, como cônjuges, filhos menores de idade ou maiores, desde que ainda dependentes financeiramente, e até mesmo pais dependentes.
Requisitos Financeiros
Para solicitar o Visto D7, é necessário comprovar uma renda mínima mensal que atenda ao valor do salário mínimo português, que, em 2024, é de aproximadamente €820. Para o cônjuge, o valor adicional é de 50%, e para cada filho dependente, o valor adicional é de 30% desse salário mínimo.
Exemplo:
- Candidato individual: €820 mensais
- Casal: €1.230 mensais
- Casal com um filho: €1.476 mensais
Além disso, é necessário comprovar que os rendimentos são estáveis e que o candidato possui recursos financeiros suficientes para se manter durante sua estadia. Essa comprovação pode ser feita por meio de extratos bancários, documentos de rendimentos, contratos de aluguel, entre outros.
Benefícios do Visto D7
Além de permitir que você viva legalmente em Portugal, o Visto D7 oferece uma série de benefícios:
- Acesso ao sistema de saúde público (Serviço Nacional de Saúde), que é considerado de alta qualidade e baixo custo.
- Livre circulação no Espaço Schengen, o que permite viajar sem visto por 26 países da Europa.
- Possibilidade de trabalhar em Portugal, caso deseje, embora o visto seja projetado principalmente para quem vive de rendimentos passivos.
- Elegibilidade para o regime de residência não habitual (RNH), um regime fiscal que oferece isenção parcial ou total de impostos sobre rendimentos de fontes estrangeiras por um período de até 10 anos.
- Reunificação familiar, permitindo que o titular traga membros da família para viver em Portugal.
Duração e Renovação do Visto D7
O Visto D7 é emitido inicialmente por um período de dois anos. Após esse período, ele pode ser renovado por mais três anos, desde que o titular continue a atender aos requisitos financeiros e de permanência no país (mínimo de 183 dias por ano em Portugal).
Após cinco anos de residência legal, o titular pode solicitar a residência permanente ou, se preferir, a nacionalidade portuguesa, desde que cumpra os requisitos adicionais, como o conhecimento básico da língua portuguesa.
Documentos Necessários
Para solicitar o Visto D7, é necessário reunir uma série de documentos, que podem incluir:
- Formulário de solicitação de visto devidamente preenchido.
- Passaporte válido.
- Comprovante de renda passiva (extratos bancários, documentos de investimentos, aluguéis, pensões, etc.).
- Comprovante de residência em Portugal, que pode ser um contrato de aluguel ou a comprovação de compra de imóvel.
- Seguro de saúde para o período inicial de estadia.
- Comprovante de antecedentes criminais.
Após a aprovação do visto, o candidato deve viajar para Portugal e agendar uma reunião com o AIMA para obter a autorização de residência.
Visto de Nômade Digital: Flexibilidade para Trabalhadores Remotos
Com o avanço da tecnologia e a ascensão do trabalho remoto, cada vez mais profissionais buscam liberdade para trabalhar de qualquer lugar do mundo. Reconhecendo essa tendência, Portugal lançou o Visto de Nômade Digital, que oferece aos trabalhadores remotos a oportunidade de viver temporariamente no país enquanto continuam exercendo suas atividades profissionais à distância. Este visto é ideal para freelancers, empreendedores digitais e funcionários de empresas que operam de forma totalmente remota.
O Visto de Nômade Digital foi criado para atender à crescente demanda de profissionais que podem trabalhar remotamente, permitindo que esses trabalhadores residam em Portugal sem a necessidade de firmar vínculos empregatícios locais. O visto é direcionado a indivíduos que desejam morar no país por períodos prolongados, mantendo suas atividades profissionais para empresas ou clientes fora de Portugal.
Requisitos do Visto de Nômade Digital
Diferente de outros tipos de vistos, como o Visto D7, que se baseia em rendimentos passivos, o Visto de Nômade Digital exige que o candidato comprove ter um rendimento ativo, derivado de trabalho remoto. A principal diferença em relação a outros vistos de residência é que o rendimento não pode estar vinculado a empresas portuguesas; ele deve vir de empregadores ou clientes estrangeiros.
Requisitos financeiros
Os candidatos ao Visto de Nômade Digital precisam comprovar que possuem uma renda mensal mínima de quatro vezes o salário mínimo português. Em 2024, isso equivale a aproximadamente €3.040 por mês. Esse valor pode vir de salários pagos por empregadores estrangeiros, contratos de prestação de serviços ou outras atividades freelance.
Documentos necessários
Para aplicar ao visto, os candidatos precisam apresentar:
- Passaporte válido.
- Comprovante de rendimentos (contratos de trabalho ou prestação de serviços com empresas estrangeiras, extratos bancários).
- Prova de seguro de saúde válido em Portugal.
- Comprovante de residência em Portugal, como contrato de aluguel ou comprovação de compra de imóvel.
- Certificado de antecedentes criminais.
O processo de candidatura geralmente começa no consulado português no país de origem do candidato. Uma vez aprovado, o nômade digital pode viajar para Portugal e, dentro de 120 dias, deve agendar uma consulta no AIMA para obter sua autorização de residência.
Benefícios do Visto de Nômade Digital
O Visto de Nômade Digital oferece uma série de vantagens que tornam Portugal um destino atrativo para trabalhadores remotos:
- Mobilidade dentro do Espaço Schengen: Os titulares do visto podem circular livremente por 26 países da Europa que fazem parte do Acordo de Schengen, o que facilita viagens curtas sem a necessidade de vistos adicionais.
- Custo de vida acessível: Portugal oferece um custo de vida mais baixo em comparação a outros países europeus, especialmente em áreas fora de Lisboa e Porto, tornando-se uma opção atraente para nômades digitais que buscam economizar.
- Qualidade de vida elevada: Portugal é conhecido por sua excelente qualidade de vida, com um clima ameno, boa infraestrutura de saúde, segurança e uma rica oferta cultural.
- Comunidade internacional: Cidades como Lisboa, Porto e o Algarve têm uma crescente comunidade de nômades digitais, proporcionando oportunidades de networking e socialização com outros profissionais de diversas partes do mundo.
Duração e Renovação
O Visto de Nômade Digital é emitido inicialmente por dois anos, com possibilidade de renovação. Desde que o titular continue a comprovar os rendimentos exigidos e mantenha suas atividades profissionais remotas, o visto pode ser renovado por períodos adicionais. Após cinco anos de residência contínua em Portugal, os nômades digitais podem solicitar a residência permanente ou até a nacionalidade portuguesa.
Quem deve optar pelo Visto de Nômade Digital?
Este visto é ideal para freelancers, empreendedores digitais e trabalhadores remotos que buscam uma experiência de vida flexível e internacional, mas sem a intenção imediata de estabelecer residência fixa em um país. Ele é particularmente interessante para quem deseja morar em Portugal por um tempo, aproveitando o clima, a cultura e as vantagens oferecidas pelo país, enquanto mantém sua atividade profissional ligada a mercados externos.
Diferenças Fundamentais entre o Visto D7 e o Nômade Digital
Renda Necessária
O Visto D7 exige uma renda mínima mensal equivalente ao salário mínimo português, que em 2024 é de aproximadamente €820. Esse valor é suficiente para cobrir as despesas básicas em Portugal, especialmente para aposentados ou pessoas que vivem de rendimentos passivos, como aluguéis ou pensões. Para um casal, esse valor sobe para €1.230, e para famílias com filhos, a renda mínima aumenta conforme a composição familiar.
Já o Visto de Nômade Digital tem uma exigência de renda consideravelmente mais alta, cerca de quatro vezes o salário mínimo, ou seja, €3.040 por mês. Esse valor é calculado com base na necessidade de o trabalhador remoto manter-se no país com um padrão de vida confortável, sem competir por emprego local, e garante que o candidato tem estabilidade financeira para sustentar suas despesas. O requisito financeiro mais alto reflete o fato de que nômades digitais geralmente têm uma mobilidade maior e podem optar por estilos de vida mais flexíveis.
Perfil do Candidato
O Visto D7 é ideal para quem possui rendimentos passivos, como aposentados ou investidores. O foco é na estabilidade financeira a longo prazo, uma vez que o candidato não depende de uma atividade remunerada contínua. Pessoas com pensões, rendimentos de aluguéis ou investimentos são o público-alvo deste visto.
Em contraste, o Visto de Nômade Digital é voltado para trabalhadores remotos. Esse visto atende profissionais que podem trabalhar de qualquer lugar do mundo, desde que suas atividades estejam relacionadas a empresas estrangeiras ou a clientes fora de Portugal. Freelancers, empreendedores digitais e trabalhadores que atuam remotamente para empresas estrangeiras se encaixam nesse perfil.
Trabalho Local
O Visto D7 permite que o titular, se assim desejar, trabalhe em Portugal, seja em um emprego local ou abrindo um negócio próprio. Isso oferece uma flexibilidade adicional para aqueles que, mesmo vivendo de rendimentos passivos, podem querer ingressar no mercado de trabalho português no futuro.
Por outro lado, o Visto de Nômade Digital não permite que o titular trabalhe para empresas locais portuguesas. O visto exige que a fonte de renda venha de empresas ou clientes fora de Portugal, garantindo que o profissional continue sendo um trabalhador remoto sem competir com o mercado de trabalho local.
Estabilidade vs. Mobilidade
Ao considerar a escolha entre o Visto D7 e o Visto de Nômade Digital, um dos fatores mais importantes é a diferença entre estabilidade e mobilidade. Cada visto oferece vantagens distintas, dependendo do estilo de vida e das metas de longo prazo do candidato.
Estabilidade com o Visto D7
O Visto D7 é ideal para quem busca se estabelecer permanentemente em Portugal, oferecendo uma solução para aposentados, investidores e pessoas com rendimentos passivos. Ele proporciona segurança a longo prazo, permitindo que o titular resida no país por tempo indeterminado e, eventualmente, solicite a residência permanente ou a nacionalidade portuguesa.
Exemplo prático:
Imagine um aposentado que recebe uma pensão estável e deseja viver em Portugal para aproveitar o clima, a tranquilidade e o sistema de saúde público de alta qualidade. O Visto D7 permite que ele viva de forma permanente no país, com a segurança de que não precisará mudar frequentemente. Além disso, ele pode trazer seus dependentes e, após cinco anos, solicitar a nacionalidade portuguesa, garantindo sua estabilidade no país para o resto da vida.
Mobilidade com o Visto de Nômade Digital
Por outro lado, o Visto de Nômade Digital é projetado para quem valoriza a mobilidade e a flexibilidade, como freelancers e trabalhadores remotos que preferem não se fixar em um único lugar. Este visto é ideal para aqueles que buscam uma experiência internacional temporária, enquanto continuam suas atividades profissionais para empresas ou clientes estrangeiros.
Exemplo prático:
Um designer gráfico freelancer, que presta serviços para empresas nos Estados Unidos, pode escolher o Visto de Nômade Digital para passar alguns anos em Portugal, sem a intenção de se estabelecer definitivamente. Ele aprecia a liberdade de poder viajar pelo Espaço Schengen enquanto trabalha remotamente, e não está comprometido em permanecer no país por um longo período. Caso decida mudar-se para outro destino, ele tem a flexibilidade de encerrar sua estadia em Portugal sem grandes compromissos.
Comparação de Objetivos a Longo Prazo
Visto D7: Ideal para quem busca estabilidade financeira e residência fixa, como aposentados que desejam viver permanentemente em Portugal, aproveitando os benefícios do sistema de saúde, o custo de vida acessível e a possibilidade de trazer a família.
Visto de Nômade Digital: Indicado para quem busca liberdade geográfica e a possibilidade de viver em Portugal temporariamente, sem comprometer-se com a ideia de uma residência permanente. Perfeito para profissionais que gostam de explorar diferentes países enquanto mantêm sua carreira remota.
Considerações Fiscais para Titulares dos Vistos D7 e Nômade Digital
As obrigações fiscais em Portugal variam de acordo com o status de residência fiscal e a origem dos rendimentos. Aqui estão as principais considerações para quem possui o Visto D7 ou o Visto de Nômade Digital:
Residente Fiscal
Um indivíduo é considerado residente fiscal em Portugal se passar mais de 183 dias por ano no país, ou se estabelecer residência permanente, como, por exemplo, ao alugar ou comprar um imóvel. Ser residente fiscal em Portugal implica que a pessoa está sujeita à tributação sobre rendimentos mundiais, ou seja, toda a renda global é tributada, independentemente de onde foi gerada.
Para titulares do Visto D7, que geralmente vivem no país de forma mais permanente, é comum que se tornem residentes fiscais após o primeiro ano de residência. Já para os nômades digitais, que podem passar menos tempo no país, é possível que permaneçam não residentes fiscais, desde que não ultrapassem os 183 dias por ano.
Regime de Residência Não Habitual (RNH)
O Regime de Residência Não Habitual (RNH) é um grande atrativo para quem possui o Visto D7. Esse regime fiscal permite que, durante um período de 10 anos, os rendimentos passivos, como pensões, dividendos, e rendimentos de investimentos provenientes do exterior, sejam isentos de tributação ou tributados a taxas reduzidas. Para se qualificar, o titular do visto deve:
- Ser considerado residente fiscal em Portugal.
- Não ter sido residente fiscal no país nos últimos cinco anos antes da solicitação do RNH.
Esse regime é altamente benéfico para aposentados ou investidores, uma vez que pode reduzir drasticamente a carga tributária sobre rendimentos gerados fora de Portugal.
Já os nômades digitais, por continuarem a trabalhar remotamente para empresas estrangeiras, não costumam se qualificar para o RNH, já que seu rendimento é ativo, e o RNH é mais voltado para rendimentos passivos. Entretanto, se decidirem se estabelecer de forma mais fixa no país e gerarem rendimentos passivos, podem se beneficiar desse regime.
Tributação de Rendimentos Remotos
Para os titulares do Visto de Nômade Digital, a renda gerada fora de Portugal, como salários de trabalho remoto ou pagamentos de freelancing, não é tributada em Portugal, desde que o indivíduo não seja residente fiscal. Caso o nômade digital ultrapasse os 183 dias por ano no país, ele se torna residente fiscal e, nesse caso, sua renda global pode ser tributada em Portugal.
No entanto, para trabalhadores remotos, é essencial entender os acordos de bitributação que Portugal tem com outros países. Esses acordos garantem que o titular do visto não seja tributado duas vezes sobre a mesma renda – uma vez no país de origem e outra em Portugal.
Processos de Transição de Visto: D7 para Nômade Digital e Vice-versa
Portugal oferece flexibilidade aos estrangeiros que decidem alterar suas circunstâncias de vida e trabalho, permitindo a transição entre diferentes tipos de vistos, como o Visto D7 e o Visto de Nômade Digital. Se as circunstâncias de um titular mudarem, ele pode optar por solicitar a mudança de visto, desde que atenda aos requisitos do novo visto.
Mudança do Visto de Nômade Digital para o Visto D7
Embora a ideia de mudar do Visto de Nômade Digital para o Visto D7 possa parecer uma boa opção para quem busca mais estabilidade em Portugal, na prática, essa troca direta não acontece como muitos imaginam. Para alterar o tipo de visto, seria necessário retornar ao Brasil e solicitar um novo visto, o que não é comum.
O que realmente ocorre é que, ao renovar a autorização de residência em Portugal, se a pessoa já estiver vivendo de rendimentos passivos, como aluguéis ou investimentos, a AIMA pode ajustar o tipo de código do visto, permitindo que o residente permaneça no país sob novas condições. Isso acontece de forma prática durante o processo de renovação, sem a necessidade de sair de Portugal.
Vantagens de Mudar de Visto
- Flexibilidade: A possibilidade de mudar de visto dá flexibilidade para adaptar o tipo de residência em Portugal às mudanças de circunstâncias pessoais e profissionais.
- Estabilidade vs. Mobilidade: Para quem busca estabilidade a longo prazo, a transição para o Visto D7 é uma boa escolha. Para aqueles que preferem flexibilidade no trabalho e mobilidade internacional, a transição para o Visto de Nômade Digital pode ser mais vantajosa.
- Planejamento a Longo Prazo: A mudança de visto pode ajudar o titular a se adequar melhor às suas metas de residência em Portugal, seja buscando uma vida mais estável com o Visto D7 ou uma carreira dinâmica e global com o Visto de Nômade Digital.
Vantagens de Viver em Portugal
Portugal é reconhecido por sua alta qualidade de vida, que atrai tanto aposentados quanto trabalhadores remotos. Aqui estão alguns dos principais aspectos que tornam o país um destino atrativo:
- Clima e Qualidade de Vida:
Portugal tem um dos climas mais agradáveis da Europa, com invernos suaves e verões longos. Regiões como o Algarve, Lisboa e Porto têm uma combinação de bom clima e infraestrutura moderna, o que garante uma excelente qualidade de vida. O país também é conhecido por ser seguro, com baixos índices de criminalidade, o que oferece tranquilidade tanto para famílias quanto para indivíduos que buscam viver ou trabalhar remotamente. - Custo de Vida:
Comparado a outros países europeus, Portugal oferece um custo de vida acessível. Isso torna o país especialmente atrativo para aposentados que vivem de rendimentos passivos ou para trabalhadores remotos que desejam economizar enquanto mantêm um bom padrão de vida. Em cidades menores e regiões do interior, o custo de vida é ainda mais baixo do que em capitais como Lisboa. - Sistema de Saúde e Educação:
Portugal tem um sistema de saúde público (SNS) de alta qualidade, acessível a residentes legais, inclusive para os titulares dos vistos D7 e de Nômade Digital. Além disso, o país oferece educação pública gratuita para crianças, o que é um atrativo importante para quem deseja se mudar com a família. - Infraestrutura para Nômades Digitais:
Nos últimos anos, Portugal tem se tornado um dos destinos favoritos para nômades digitais, com o crescimento de espaços de coworking em cidades como Lisboa, Porto e o Algarve. Além disso, há uma comunidade ativa de nômades e freelancers, o que facilita o networking e o acesso a eventos de tecnologia e empreendedorismo.
Perguntas Frequentes sobre o Visto D7 e o Visto de Nômade Digital
1. Qual é o tempo mínimo de permanência em Portugal exigido para cada visto?
- Visto D7: O titular deve passar pelo menos 183 dias por ano em Portugal para manter o visto ativo, ou seja, metade do ano. Isso o torna residente fiscal e garante a renovação do visto.
- Visto de Nômade Digital: Não há uma exigência específica de permanência mínima, mas o titular precisa garantir que suas obrigações com o AIMA e a comprovação de renda estejam em dia, especialmente durante a renovação.
2. Posso incluir minha família na solicitação de ambos os vistos?
Sim, tanto o Visto D7 quanto o Visto de Nômade Digital permitem a inclusão de dependentes, como cônjuge e filhos. No entanto, será necessário comprovar uma renda adicional para cobrir os custos de vida dos dependentes (50% a mais para cônjuges e 30% para cada filho, no caso do Visto D7).
3. Preciso ter um contrato de aluguel ou comprar uma casa em Portugal para solicitar esses vistos?
Sim, para ambos os vistos, é necessário comprovar que você possui residência fixa em Portugal, seja por meio de um contrato de aluguel ou da compra de um imóvel. Isso deve ser feito antes de viajar para o país.
4. Posso abrir uma empresa em Portugal com o Visto D7 ou o Visto de Nômade Digital?
- Visto D7: Sim, os titulares do Visto D7 podem abrir um negócio em Portugal e operar legalmente como empreendedores.
- Visto de Nômade Digital: O foco do visto é o trabalho remoto para empresas estrangeiras. No entanto, você pode abrir uma empresa desde que ela opere fora do território português ou que continue prestando serviços a clientes internacionais.
5. Quais são os custos envolvidos no processo de solicitação de ambos os vistos?
Os custos variam conforme o consulado e o tipo de solicitação. Para o Visto D7, há uma taxa de solicitação de visto no consulado (cerca de €90 por pessoa) e taxas para a emissão da autorização de residência em Portugal. O Visto de Nômade Digital tem taxas semelhantes. Além disso, é necessário considerar os custos com seguro de saúde, viagens e aluguel ou compra de imóvel.
6. O que acontece se minha renda diminuir durante a validade do visto?
- Visto D7: Se a sua renda passiva cair abaixo do mínimo exigido (por exemplo, €820 por mês), você pode enfrentar dificuldades para renovar o visto.
- Visto de Nômade Digital: O mesmo se aplica, se sua renda mensal cair abaixo do mínimo exigido de €3.040, pode comprometer a renovação do visto.
7. Qual é o impacto de cada visto em termos fiscais?
- Visto D7: Os titulares podem se qualificar para o Regime de Residência Não Habitual (RNH), que oferece isenção parcial ou total de impostos sobre rendimentos estrangeiros por até 10 anos.
- Visto de Nômade Digital: Embora os titulares geralmente não sejam tributados sobre a renda obtida no exterior, eles precisam entender as implicações fiscais se permanecerem em Portugal por mais de 183 dias, o que os tornaria residentes fiscais.
8. Quais são os principais desafios que os candidatos enfrentam no processo de solicitação?
Alguns dos principais desafios incluem:
- Comprovação de renda: Demonstrar a estabilidade financeira e comprovar as fontes de rendimento com documentos confiáveis.
- Documentação: Reunir todos os documentos necessários, como certidões de antecedentes criminais, contratos de aluguel, seguro de saúde e extratos bancários.
- Tempo de processamento: O tempo de processamento do visto pode variar entre dois a seis meses, dependendo do consulado e do volume de pedidos.
9. Como posso garantir a renovação bem-sucedida do título de residência?
Para renovar o títulos de residências de ambos os vistos, é essencial manter a comprovação de renda, residência em Portugal, e respeitar as exigências de permanência mínima no país. Além disso, é importante garantir que seus documentos estejam atualizados, como o seguro de saúde e o passaporte.
Considerações Finais
A escolha entre o Visto D7 e o Visto de Nômade Digital deve ser feita de acordo com o perfil, as necessidades e os objetivos de cada indivíduo. O Visto D7 se destaca como a melhor opção para aposentados, investidores e pessoas com fontes de rendimento passivo que buscam uma residência estável e de longo prazo em Portugal. É ideal para quem deseja se estabelecer de forma permanente, aproveitar os benefícios do sistema de saúde e educação de alta qualidade, e até mesmo solicitar a nacionalidade portuguesa após cinco anos.
Por outro lado, o Visto de Nômade Digital é direcionado a trabalhadores remotos que desejam flexibilidade e mobilidade. Freelancers, empreendedores digitais e funcionários de empresas internacionais que preferem residir temporariamente em Portugal sem comprometer-se com o mercado de trabalho local se beneficiam deste visto. Ele permite uma vida mais dinâmica, oferecendo a oportunidade de explorar o país enquanto continua a trabalhar remotamente para clientes ou empregadores estrangeiros.
Portugal oferece muitas vantagens para ambos os perfis de residentes. Seja você um aposentado em busca de tranquilidade ou um nômade digital em busca de novas experiências culturais, o país conta com infraestrutura moderna, clima agradável, segurança e acesso ao Espaço Schengen, permitindo a exploração de outros países europeus sem necessidade de vistos adicionais.
Antes de tomar uma decisão, é fundamental analisar se você atende aos requisitos específicos de cada visto, como as exigências de renda e documentação. Além disso, é importante considerar os benefícios a longo prazo, como a possibilidade de obter a residência permanente ou cidadania com o Visto D7, ou a liberdade de viajar e trabalhar remotamente que o Visto de Nômade Digital oferece.
Em resumo, a escolha entre estabilidade e mobilidade dependerá do estilo de vida que você busca. Avalie suas prioridades, pesquise os requisitos e busque aconselhamento especializado, se necessário, para garantir que sua escolha esteja alinhada com seus objetivos de vida em Portugal. Seja qual for a sua decisão, Portugal é um destino acolhedor e promissor, oferecendo excelente qualidade de vida para ambos os tipos de residentes.